C'est la rentrée

C’est la rentrée…

Nada como quebrar o jejum aqui do blog com o término das férias, não é mesmo?

Acabam as férias de verão e é a mesma coisa, todos os anos, na volta das férias: o alarme irritante and gritante de manhã cedo, o engarrafamento, a confusão e o furdunço do metrô e mais de uma dezena de obrigações pessoais e profissionais que nos fazem mergulhar num cotidiano um pouco (muito) tumultuado pra nosso gosto. Né, não?

Quais seriam os pequenos prazeres secretos para uma doce rentrée (não adianta, melhor maneira de dizer “volta das férias é em francês).

Separe o tempo para se apropriar de novo da tua cidade

 “Paris e seu metro absolutamente lotado, de manhã” – Não, obrigada. Barcelona e o crowd total das ruas e ônibus, nooooo! São frases que temos em mente sempre que voltamos das férias, porém, nós moramos em cidades que escondem tesouros a cada esquina e inundam de detalhes insólitos ou históricos. Belas construções, passagens escondidas, fachadas inesperadas... Não é por nada que milhões de turistas decidem, a cada ano, de fazer de algumas cidades seu lugar de férias.

Algumas capitais são um pouco capitais de pequenos prazeres. Basta levantar o olhar que damos de cara com edifícios históricos, construções antigas e outros que valem a pena uma apreciada.

 

Reencontrar com nossos hábitos e rotina (e voltar a apreciá-los)

 Encontrar com os amigos na quarta à noite, descer do metro uma estação antes pra flanar pelas ruas antes de chegar em casa, parar num quiosque na quinta de manhã, colocar os fones de ouvido e “viajar” no metro (ou nas ruas e transportes públicos). A gente, normalmente, não se dá conta, mas todos nós cultivamos nossos pequenos hábitos.

O retorno é o momento ideal para se debruçar sobre estas pequenas manias que nunca prestamos atenção, mas que, no entanto, são reconfortantes. Reencontrá-las depois de várias semanas, é garantia de reencontrar nossos rumos. Desfrutá-las é a certeza de nos sentirmos uma outra vez em nosso lugar.

Dar tempo a nós mesmos, longe do frenesi das capitais.

 Quase não voltamos ainda, mas já sabemos: desde os primeiros dias de recuperação, seremos submersos por mais de dezenas de imperativos deixados de lado, uma centena de e-mails, muitas horas de transporte público semanal. Enfim... Em três semanas, já esquecemos das férias.

Então, neste ano, desde o retorno, a gente entra e acordo e se dá o direito de relaxar de toda a pressão graças à verdadeiros parênteses de bem-estar. Seja uma massagem à domicílio, meditação, yoga no parque.

 

Estamos combinados?