Descubra Sitges

Imagine uma cidade com praias lindas e ecléticas, uma atmosfera que mescla animação e tranquilidade com uma herança medieval arquitetônica notória. Imaginou? Essa cidade existe e fica a 30 minutos de Barcelona.

Sitges é um balneário encantador às margens do Mediterrâneo, repleto de casinhas brancas em contraste com mansões que vão do neoclassicismo ao modernismo. Cheia de bares e restaurantes bacanas e cosmopolitas, é conhecida como “Ibiza em miniatura”.

Um pedacinho do meu artigo pro Territórios. Pra ler o resto, corre lá clicando aqui

Um curta mostra minha Ibiza preferida

Um curta de Alejando Aménabar (Os outros, Mar Adentro) mostra minha Ibiza preferida. A mais pacata, zen e natureba. A Ibiza das paisagens lindas e como um grupo de amigos pode curtir aquela ilha sem os clichês de baladas que ficam no imaginário das pessoas quando pensam na ilha balear. 

Na verdade, o curta é uma propaganda de uma marca de cerveja famosa e que sempre manda muito bem nos vídeos de verão. Muito fofinho!

Querem ver? 


Ilhas Cabrera - Um inferno que virou paraíso

Cabrera - Mallorca

Paisagem idílica por excelência, o arquipélago de Cabrera é um grupo de ilhas que estão localizadas a mais ou menos 45 minutos de barco do sul de Mallorca. Com uma flora e fauna riquíssima, é um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza e do mergulho.

Praia deserta Cabrera

Alguém diria que todo este paraíso teria um passado negro? Pois tem. Além de ter servido como base pirata nos séculos XIII e XIV, durante a Guerra da Independência Espanhola, os soldados das tropas de Napoleão foram feitos de prisioneiros na ilha durante mais de 5 anos, embora não existisse nenhum edifício para ser chamado de prisão. O isolamento da área era a o próprio cativeiro e sua falta de recursos fez com que menos da metade dos soldados seguissem vivos até o final da guerra.

Entre outras histórias de um passado ruim, surgiu uma boa: Cabrera foi declarado parque nacional marítimo e terrestre em 1991 devido a conservação que conquistou pelo seu isolamento. A paisagem litoral é considerada uma das mais preservadas da costa espanhola.

Praia deserta

O ideal é fazer uma excursão de um dia inteiro, saindo bem cedinho de “La Colonia de Sant Jordi” para ter tempo suficiente de desbravar algumas das trilhas que o parque natural oferece: o Castelo, o monumento aos prisioneiros franceses, o museu do arquipélago ou mesmo o Farol de Punta Ansiola.

Se a vontade for só de aproveitar a paisagem e descansar, sem problemas! Por que não tomar sol em alguma praia deserta e mergulhar nas águas azul-turquesa?

Em Cabrera só existe um bar-restaurante, então se preferir, você pode levar sua própria comida e bebida, com a atenção de levar todo o lixo de volta ao barco! Sendo um espaço protegido, uma multa pode ser aplicada às pessoas que sujam, pescam, caçam ou mesmo levam uma folha de árvore de lembrança.

Durante a volta a Mallorca, o barco para na “Cueva Azul”, uma gruta marinha que tem a água de um azul mais intenso e transparente pelos reflexos do sol refletindo nas paredes de pedra. Dá tempo de dar um mergulho. E vale a pena!

Cueva Azul


Cap de Créus: a melhor surpresa

Quando decidi ir a Cadaqués, eu planejei ver a inspiração de Dalí, as casinhas brancas e as águas calmas, andar pelas ruelas e buscar inspiração naquela que já deixou a arte invadir dentro de tantos que admiro. E outros que venho a admirar. Até o momento, eu tinha expectativas, sim. Mas fotos, relatos e história me faziam ter uma ideia de como seria.

Como prefiro sempre fazer, ainda mais em momentos que busco mais privacidade e inspiração, aluguei um charmoso, com vistas da cidade e do mar. Baratérrimo, claro! O detalhe de tudo é que era final de janeiro, pleno inverno e eu sabia que teriam alguns gatos pingados por lá e muitas do que eu queria ver, fechado. Não importava. E não importou.

Ganhei um clima ameno, um festival de lusco-fusco no céu, conheci pessoas interessantes, comi bem e “descobri” o imperdível: O Parque Natural de Cap de Creus e vistas alucinantes! Eu senti que o mundo tinha parado no tempo só pra que eu pudesse admirar aquelas imagens de azul-mediterrâneo-sem-fim, montanhas e pequenas calas (prainhas) escondidas.

Era uma ventania que nunca tinha visto/sentido. O vento, literalmente, quase me levava – eu cheguei a dar saltinhos pra frear. O Duncan teve que me segurar para que eu pudesse bater fotos e comentou: “poderia ser perigoso se essa ventania estivesse mais forte”.

No topo da maior montanha, ao lado do farol, existe o restaurante de Cap de Creus, um lugar que não estava esperando muita coisa, pela época do ano e por ser segunda-feira. Engano meu! Havia um grande grupo de franceses (Cap de Creus está no extremo norte da Costa Brava, na divisa com a França), alguns casais e outras pessoas que pareciam ser frequentadores do local.

Descobri que o chef-proprietário inglês Chris Little está há 20 anos por trás de tudo. O menu tem todos os tipos de comidas típicas da região, pescado fresco (o garçom me trouxe o pescado cru para que eu decidisse se queria ou não) e outras especialidades indianas. Uau! Optei pelo peixe e o Duncan pelo Curry.

A apresentação dos pratos nos fez sentir em casa. De dentro do restaurante não conseguíamos nem ouvir a ventania, só tínhamos ouvido para o jazz ao fundo, junto com a imaginação de como será este lugar no verão, com o terraço aberto e música ao vivo. Existe uma vasta seleção de vinhos para acompanhar as delícias gastronômicas, assim como whiskies, que são a preferência do Chris.

Resultado: passamos a tarde ali, até o anoitecer. Maravilhados com as vistas, o dia, a comida, a música, o garçom que nos serviu e até uma gata que estava lá hehe! Imperdível. Recomendadíssimo!


Cap de Creus também oferece acomodação e está aberto todos os dias do ano. Para mais informações: +34 972 199 005