Robert et Louise: nosso último favorito

Talvez tenha sido o restaurante que mais frequentamos, nos 5 meses que estamos de volta em Paris. E, também talvez (ou até agora), seja o único Magret de Canard que eu realmente aprecie (não é nada com o magret de canard, é comigo mesmo).

Perfeito pros dias de chuva (mas maravilhoso em qualquer dia), o Robert et Louise pode até passar despercebido, já que sua fachada discreta pode ser facilmente esquecida com os encantos das ruelas do bairro - ainda mais em domingos, onde a rue Vieille du Temple se torna pietonal. 

Como antigamente, o bistrot tem peças de madeira e, no andar debaixo, uma adega aconchegante. Lá, Pascale e François nos recebem calorosamente e são especialistas em belas peças de carne, fois gras, escargots, cochonailles (carne de porco), onde a maioria é grelhada na base da lareira. Eu, que não sou fã de carne, virei fã do restaurante. Nossos garçons são sempre muito atenciosos e já indicaram vinhos inesquecíveis.

Já levei algumas pessoas que vem me visitar, em Paris, e é sempre unânime: "temos que voltar". 

Na primeira que fomos, segui a recomendação do garçon e pedi o magret de canard (na verdade, acho que é o único prato que peço aí) e o Duncan pediu o T-bone. Os pratos sempre vem servidos com salada, legumes do dia e batatas cozidas (tem tudo nas fotos). O vinho, também recomendado pelo monsieur foi o Le Mas de Flauzières. 

No meio dia, eles oferecem a famosa formule midi, mas pedir a la carte é sempre possível. Fazer reserva é bem recomendado. Por sinal, nos dias mais quentes, tenho minha mesa favorita que só acomoda 3 pessoas e é quando a porta da frente está aberta.

 

Restaurant Robert et Louise
64, rue Vieille du Temple 75004
Tel: +33 1 42 78 55 89
Metro: Saint-Paul, Rambuteau
robertetlouise.com

 

Charme de Boulangerie

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Ninguém sabe ao certo o nome dessa boulangerie. Algumas pessoas chamam Boulangerie 28 (o número da rua), enquanto outras chamam de Boulangerie Beaumarchais, pelo Boulevard que ela se encontra ou até de Boulangerie-patisserie Beaumarchais, como está escrito na indicação acima.

 

Vocês podem pensar que os donos poderiam estar preocupados com a divulgação ou marca, mas a verdade é que eles parecem mais indiferentes. Por que se preocupar se tem uma fila enorme lá fora e ela está sempre entre as melhores padarias de Paris?

Le Grand Coeur

O Marais. O Marais. O Marais. É a predominância dos meus posts, já que eu moro aqui, não é? Bom, pelo menos até o final de 2016. O bairro ferve e sempre está cheio de novidades, incluindo a abertura quase semanal de novos restaurantes de jovens chefs atuais.  

O Grand Coeur de hoje já foi o Tex Mex, no passado. Bom, o restaurante fica no pátio interior e, para a minha alegria, de frente ao Centre de Danse du Marais (#dancelovers). 

Pra deixar minha descrições de lado, vamos as fotos do local, que foi restaurado completamente? Atenção ao interior, mas não deixem de imaginar a varanda exterior em dias quentes. 
Obs: As fotos são todas oficiais

 

Eu não sabia, mas li no Conexão Paris que quem está orientando a cozinha do Grand Coeur é Mauro Colagreco - o chef 2 estrelas que ficou classificado em 11º lugar no World's Best Restaurant 2015 - do Mirazur, em Menton. Meu coração não me engana, haha. Bom, meu estômago também não. 

No GC, podemos tomar café da manhã, almoçar, brunchear e jantar. Quando cheguei por lá, pela primeira vez, me sugeriram de provar os Gin & Tonics, que eram especialidade da casa... Provei o melhor da vida, com cilantro. Nunca tinha provado nenhum parecido. Tirando o lado pinguço da coisa, vocês já devem imaginar a cozinha do local, não é? 

AH! Quase ia esquecendo: eles preparam um pão absurdamente delicioso, que é trazido pra mesa com um azeite especial (está mostrando nas fotos acima). Não é preciso mais nada, só pão e azeite. Salivei. Acho que farei uma reserva hoje mesmo. 

Preços: menus entre 23 euros e 30 euros. A la carte, pode ser confirmado no menu, só clicar aqui

41 rue du Temple, 75004 

Le Petit Marché

Terracito do Petit Marché

Tinha acabado de voltar a morar em Paris, minhas primas aqui em casa, com fome e eu ainda um pouco perdida querendo atender às expectativas de todo mundo: uma vegetariana, outra sem querer gastar muito, um queria vinho e carne... Eu? Só queria meus haricots (vagem francesa) e que todo mundo fosse feliz. E fomos.

Não mais que 5 minutos andando, eu tinha em mente o Petit Marché e outro italiano, pertinho. Indo de um pra outro e analisando qual deles teria uma mesa disponível mais rápido, acabamos curtindo a atmosfera do Petit Marché, pedimos um vinho no bar e logo nossa mesa ficou pronta, num terraço gostoso, em final de primavera. 

Resultado: ô lugarzinho gostoso! Superou as expectativas, já que o preço era em conta e pasmem, pode ser uma opção maravilhosa pra quem está na Place des Vosges e quer fugir dos preços daí. 

Se for de dia, tem a famosa fórmula de meio dia (entrada + prato, prato + sobremesa ou entrada + prato + sobremesa) que ainda ajudam a aumentar o brilho dos olhinhos.

Meu preferido: um tuna tataki que nem sei explicar e, claro, minhas vagens :)

 

Adresse: 9 rue de Béarn, 75003

Abre todos os dias, de 8am às 2 am. Pedidos de segunda a sexta, de meio-dia às15 e de 19:45 à 00. Sexta e sábado, de meio-dia às 16 e de 19:45 à 00.

 



 

Em busca do brunch perfeito (post em contínua atualização)

Brunch <3 foto: pixabay

A ideia do brunch sempre me soou como música (e ainda combino com domingo): café-almoço, tudo misturado, começando tarde, sem hora certa pra acabar e podendo contar com as melhores músicas de fundo. Se rolou o esporte de manhã cedo ou se preferimos dormir até mais tarde, isso nem conta! O que conta é o conjunto.

O certo é que Paris oferece diversos brunches, de todos os tipos: seja ele numa cafeteria ou numa casa de shows. A demanda de informação é bem grande e existem sites especializados como Brunch à Paris ou Où Bruncher – o que não significa também que temos que concordar com a opinião deles.

Mercat Les Enfants Rouges

Vocês já leram o textinho em que eu falo da região do “Haut Marais”? Haut Marais, que significa Alto Marais, é uma nova sub-região de Paris, tendo origem no Marais (lê-se Marré). Bom, pra não me estender, essa região está mais que na moda e possui muitos lugares novos, sofisticou-se da sua maneira e, por isso, até recebeu essa outra denominação.

O Mercado Les Enfants Rouges está na rue Bretagne, no alto Marais e é o mercado mais antigo de Paris, criado em 1615. Ele tem a parte de legumes, verduras, flores no centro. Em volta, possui diversos restaurantezinhos que lotam ainda mais nos finais de semana <3 brunchs

Já fui algumas vezes e sempre acabo parando do Estaminet. Mas já prometi que vou conhecer os outros. Vale a pena. Sempre! Um programa típico parisiense.

39 Rue de Bretagne, 75003
Preço Estaminet: 20 euros o brunch (eu nunca consegui chegar até a metade do meu prato, hehe)

Enfants Rouges. Foto: reprodução

Hotel Amour

A estrela do SoPi (South Pigalle), a região da moda que está entre Montmartre e Opéra. O hotel Amour já nasceu um sucesso, já que um dos proprietários é Thierry Coste – irmão que faz parte da dupla dona dos hotéis e restaurantes mais bacanudos da cidade.

Visitei pela primeira vez num domingo de sol, finalizinho de verão. Uni o brunch a um passeio em Montmartre <3

Me encantou estar no jardim interno, que acredito ser um superplus do lugar. É agradável e a comida estava uma delícia (achei bem saudável, oba!), mas nada sofisticada (e era exatamente o que a gente queria). É descolado, pra “ver e ser visto” e tem todas as características do bairro – ah! Sem esquecer, não estava abarrotado de turistas. Ufa!

8 Rue de Navarin, 75009
Preço: 20 euros
Menu: menu completo

Foto: reprodução

Le Réservoir – jazz brunch

Sempre reclamo que uma das coisas que mais sinto falta, em Paris, é música ao vivo. Barzinho com música, sabem? Não discoteca ou algo assim. Tranquilidade, jazz na rua ou mesmo jazz brunch. Depois de muito procurar, encontrei!

O lugar tem uma decoração pomposa, o buffet é a vontade (com vinho tinto e branco incluídos) e a musica estava sensacional. Posso falar pela minha primeira experiência e digo que voltarei.

No buffet, aquele tem de tudo clássico de brunchs, de ovos a frios, carnes, saladas e tudo mais.

16 Rue de la Forge Royale, 75011
Preço: 27 euros com tudo incluído

Foto: reprodução

 

Le Loir dans la Théière

A mais famosa torta de limão da cidade :) há uma mesa de tortas caseiras, sobremesas, bolos de deixar até quem não gosta de doce (eu!) de boca aberta.

A primeira vez que ouvi falar deste lugarzinho, no Marais, foi quando cheguei pra morar, em Paris. Uma sueca fã de doces estudava francês comigo e falou. Como morava relativamente perto, resolvi parar pra experimentar. Eu comi uma salada maravilhosa e tomei uma sidra artesanal. A amiga que foi comigo provou quase todos os doces, hehe. Foi aprovado.

Chegue cedo. Há muita fila na porta. E se não quiser ir para o brunch, pode ir em qualquer outro dia que esteja aberto pra experimentar as guloseimas.

3 Rue des Rosiers, 75004
Preço: 18,50 euros

Foto: reprodução

Miss Kô

Nada é ordinário no Miss Kô. A decoração de Philip Starck já diz tudo e nos hipnotiza com murais, dragões e videoclipes que aparecem projetados nas paredes, luzes de neon.

Só que a decoração é apenas uma parte da experiência: aí o brunch é reiventado com omeletes japonesas sem ovos, mojitos thai misturados com chá, panquecas com pândano e molho de caramelo e manga. Dá pra perceber que as combinações combinam com a décor extravagante.

51 Avenue George V, 75008
preço: 29 euros

Foto: reprodução

Café Charlot

Fiquei em dúvida se colocaria o Charlot, já que ele é em frente ao Enfants Rouges. Mas... Por que não, né? Tem sempre um buzz acontecendo por esta parte da cidade e, se um tiver lotado, por que não entrar no outro?

Era uma antiga padaria (boulangerie) com a decoração dos anos 50 e tem um terraço bem disputado em dias de sol. A bandeja vem servida com opções saudáveis (oba, de novo!), suco de laranja, pain perdu, ovos mexidos, saladas de fruta e o querido fromage blanc.  Dá pra começar o domingo por ele e seguir aproveitando o Marais que, por sinal, é o bairro que tem mais movimento nos domingos.

38 Rue de Bretagne, 75003
Preço: 19 euros

Foto: reprodução

 

 

La Maison Plisson: a Boulevard Beaumarchais e seu novo lado

Meu segundo mês em Paris foi de sorte, digamos assim. Depois de procurar apartamento – só tinha um mês pra encontrar um lugar pra morar, encontrei um apê provisório, com tudo incluído, por 6 meses, no Boulevard Beaumarchais, na divisa do Alto Marais com o 11ème, bairro que morei durante 4 anos (de 2006 a 2010).

Um post somente sobre o 11ème, bairro que está muito na modinha, cheio de lugarzinhos novos, restaurantes hypes e etc e tal está em vias de edição pra vocês se situarem. Mas só pra deixar um pouco mais claro aqui, a Boulevard Beaumarchais era uma avenida pra pessoas que buscavam assuntos relacionados à fotografia e motos; hoje em dia, é, como eles citam no Conexão Paris, um corredor cool-fashion-gastronômico.

A Maison Plisson é dividida em dois espaços, pode-se dizer. Um deles, é um café-restaurante e padaria e, o outro, é pra que a gente compre o melhor do melhor dos produtos: frutas, legumes, verduras, queijos, carnes, embutidos. Eu confesso que os produtos são tão frescos que cheguei lá com vontade de comer folha pura (e olha que eu já amo salada, mas aquelas...). E digo isso porque os produtos que eles vendem lá são selecionados dos melhores produtores e passam por um processo grande pra serem vendidos. Lembro alguém comentando que era um “milagre” o local não falir antes mesmo de abrir, hehe.

Idolatrada por uns, uma decepção pra outros (como neste post do Le Monde ), onde eles afiram que o lugar é caro demais e a comida pesa...  Bom, despercebido não passa. Chama a atenção logo de cara, por sua fachada verde com grandes vidraças, dividas pela porta de entrada um edifício. Mesinhas na rua e, acabando de passar por uma renovação, agora vai ter uma proteção do vento e, acredito que aquecedores no inverno (estamos em pleno verão).

O café/restaurante neo-burguês foi construído todo em granito e madeira, e pensado pelo chefBruno Doucet (dos Régalades de Paris) e confirmada pelo outro chef Yves Camdeborde. Quando fui visitar pela primeira vez, em maio de 2016, eles estavam comemorando um aninho de idade e o menu tinha pratos especiais de diversos chefs da cidade. Uma delícia, não posso negar – mas também não é dado. O preço é salgadinho, mas é equivalente ao que eles pretendem oferecer: os melhores produtos da França.

Um sonho: aprender a fazer esta sopa de aspárgus com ricota

Salada com bolinhos de carne

Não esqueço o sabor desta salada Thai <3

Numa próxima visita, só fui ao lado da Alimenatión Générale e confesso: morri pela boca, já que compramos os melhores queijos de cabra que provamos desde abril.

Veredito: Tem que ir pra julgar. As opiniões são diversas :) Mas não se engane, não: nos finais de semana, a fila pode estar grande. Hurry up!

 

Onde? 93 Boulevard Beaumarchais, 75003
Que horas? Aberto todos os dias de 8:30 às 21, exceto domingo, que abre de 9 às 19h. 

 

 

L'Alivi - Restaurante Corsa no Marrais

Domingo de verão, sem reserva em nenhum restaurante e a missão de encontrar uma mesa num terracinho, no Marrais. Parece que todo mundo está em busca da mesma coisa. 

O tempo andava tão feio ultimamente que, neste final de semana de 30 graus que ficamos até perdidos, sem saber direito se íamos ao parque, jazz no parc Floral, Chopin no Luxemburgo. O "problema" é que moramos ao lado do Marrais e passar or ali já nos faz querer ficar e flanar. Aquela famosa sede de aproveitar TUDO. 

Depois de muito andar e quase desistir, encontramos o L'Alibi, um restaurante Corsa charmoso numa esquina da rue du Roi de Sicile. Um terracinho perfeito e uma mesa pagando a conta, no momento em que chegamos. 

Eu não sabia muito sobre a cozinha Corsa e, já adianto: não me decepcionou. Hoje, quando fui checar no site deles (http://www.restaurant-alivi.com/) vi que tem um depoimento da Audrey Tautuo e do Pete Doherty :) ponto pra nós. 

A comida estava deliciosa e o clima nos fez querer planejar uma viagem pra ilha - ou algum paraíso de águas cristalinas, em breve. 

 

Peixe com repolho pra mim

Duncan foi de cordeiro com purê e disse que estava incrível

As fotos do restaurante são do site deles. <3 recomendado!

 

Restaurant L'Alivi
27 rue du Roi de Sicile, 75004
01 48 87 90 20
Metro: Hotel de Ville ou St Paul

 

 

Septime e a quinta-feira inesperada

O chef atrás da degustação

O chef atrás da degustação

Não era o dia. Bom, digamos que não era o melhor dia, não poderia ser naquele dia. Em plena quinta-feira, 13h, antes de uma mudança de apê e no mês que gastamos um pouquinho mais, claro: tínhamos acabado de chegar em Paris. 

Mas... era o Septime, minha gente, e eu, quase sem querer, consegui uma reserva. Aqui, podemos dar de cara com Monica Bellucci ou Vincent Cassel e tudo isso é pela comida! No Septime, eles não brincam com esta parte da experiência. Tens noção? 

Treinado por Passard (http://www.alain-passard.com), Bertrand Gébraut é modernete e inaugurou seu Septime há 5 anos, um neo-bistro causal e já com uma estrela michelin. Foi e continua sendo uma das melhores mesas na cidade e está em quase todas as listas de "must eat", em Paris. 

Não pense em chegar e ter que seguir aquelas regras de politesse da gastronomia tradicional. No Septime, o menu é de papel e o ambiente é cool. Os garçons são teus amigos e deixam a atmosfera mais amical ainda - com direito a piadinhas e tentativas de falar inglês (pelo Duncan) AND português :)  O Bertrand (sou íntima, haha) não dá muita bola pro guia Michelin, ele prefere estar entre a top lista do Le Fooding - e está, há 4 anos seguidos. 

No som, Jimmy Hendrix. Nossos vizinhos de mesa, com certeza são pessoas da área gastronômica ou meus amigos que viajam o mundo. Na cozinha (aberta), vemos o talento do chef e aproveitamos pra admirar como eles preparam as delícias que estão por vir.

Pedimos o menú aberto, claro, que é o menú desgustação. São surpresinhas saborosas a cada prato, a cada apresentação: 2 entradas, 2 pratos principais e 2 sobremesas. Mas existe um menú muito mais em conta pra quem quer escolher à la carte. 

Os pratos são simples e sofisticados ao mesmo tempo. Não é pra esperar AQUELA grande criatividade só por ser neo-bistro, mas há de esperar pratos frescos, poucos ingredientes (no menu mesmo só aparecem 3 por prato), uma decoração rústica que me lembrou muito o estilo de fazenda e atendimento bacanudo (não espere serviço classudo só porque é uma estrela michelin). Ah! E a lista de vinhos é grande, mas contém o pichet de vin, se quiserem provar o vinho da casa por somente 20 euros. 



A dificuldade

Sempre: a reserva. Só conseguimos reservar no Septime com 3 semanas de antecedência. Todos os dias, abre a vaga pro próximo dia 21, claro, já que todos os dias anteriores estão reservados. 

Tem que ter sorte, mas também é possível ligar pra ver se alguém desistiu, saber se tem uma vaguinha e se eles podem te incluir neste dia. Conversando com o garçon, ele me falou da opção de ir direto ao restaurante, conversar com eles e saber das possibilidades de reserva. Disse que pra quando eu quiser voltar, o melhor é fazer isso, já que moro aqui e eles nos disponibilizam mais tempo pra reserva. Oh la la. 

E foi exatamente por isso que eu, reservando sem querer, não queria perder a oportunidade de visitar este restaurante que por uma visita, já é um dos meus favoritos. 

O menu

Foi lindo. Não pedimos nada com restrição (eles te perguntam sobre alergias, ingredientes que detestas). Deixamos o chef nos surpreender. Lembro até que o Duncan disse: "já me levaste naquele Dos Palillos, em Barcelona e eu comi tudo, por que pediria algo com restrição aqui?" (Dos Palillos é maravilhoso, mas é uma mistura exêntica de comida asiática, comemos até os percebes).

Vou anexar a foto do menú aqui pra vocês. Confesso que até a sobremesa, eu comi - e eu não gosto de doce, mas amei. 



Informações

O Septime fica no hypado 11ème arrondissement
80 rue de Charonne
75011
Telefone: 01 43 67 38 29

O restaurante não abre nos finais de semana. 
Aberto de segunda a sexta de 12h15 às 14h (menos segunda) e de 19h30 às 22h. 

Os menús do almoço e do jantar são diferentes. Assim que conseguir ir lá pela noite, faço um update no post. 


 

Chez Julien e o pré-conceito desavisado

Não sei em qual espaço da minha cabeça estava sempre dizendo: não, este restaurante é turístico demais. Não deve ser bom. Por pura ignorância, resolvi seguir instintos e não li nada sobre.

Tolice.

Depois de morar aqui durante 4 anos, visitar esporadicamente em finais de semana, só AGORA que fui visitar o Chez Julien. E... só fui porque liguei para reservar e não liguei o nome à pessoa, hehe. 

Um pouco antes de ligar pra fazer a reserva, consultei meu site favorito (e o bam bam bam da gastronomia contemporanea), Le Fooding. Fomos de noite e, chegando, disse: "já me surpreendi com o romantismo". 

Olhem as duas fotos abaixo: durante o dia, se for um dia quente, o Chez Julien deixa mesas na parte ao lado, que, por incrível que pareça, acaba sendo escondida do povão turístico. De noite, o lugar muda o jogo e se torna altamente romântico, com direito a velas e atendimento exemplar.

Foto: reprodução do site

foto: reprodução do site

O Chez Julien era uma boulangerie do século XIX, com um teto de vidro pintado original. O lugar ideal para uma noite a luz de velas ou, se o clima deixar, um almojanta (almoço, brunch ou jantar) pelo terraço - adjacente a igreja de Saint-Gervais. Querendo ou não, ainda que seja em pleno Marais-Saint Louis e colado ao rio Sena, o lugar é restrito a locais e conhecedores da cidade. Aquela leva enorme de turista não o frequenta. 

Colhendo informações do site, descobri que quem decorou o lugar foi o très parisien Gérard Cholot, a pessoa que deixou o bistrot no estilo chique francês. Uma cena típica da Belle Époque e suas paredes roxas. Pra completar, o chef Jean Philippe Leboeuf nos convida a saborear um menu com os melhores produtos da estação. 

Por que vamos ao Chez Julien?

- O lugar é um charme. De noite, romântico. De dia (em dias de sol), muito agradavél. O que conta muito pra mim, é estar, ao mesmo tempo, dentro e fora da zona (crowdeada) de turista.

- A comida é sensacional. Lembro do Duncan repetindo diversas vezes o quanto amou o Chateaubriand au poivre. 

- O atendimento é sorridente (ufa!) e feliz. Não tenho do que reclamar... Aliás, tenho que agradecer porque nos deram o lugar na janela da frente, o mais "disputado".

- O ambiente é muito agradável. A mistura entre o clássico e confortável é na medida certa.

- O lugar, de novo. Mas agora falo sobre a localização. Não tem como bater. 

- O preço. Achei o preço razoável por oferecerem tudo o que citei antes. Não vai ser a melhor comida da tua vida, mas, seguramente, vai valer a pena. 

Abaixo, as fotos que peguei do site, já que fui na correria e nem o celular tinha bateria. Prometo voltar. 


Infomações:
Rue du Pont Louis-Philippe, 75004 Paris
Phone: +33 1 42 78 31 64
http://www.chezjulien.paris/

 

Paris Picnic: o piquenique delivery da cité

Mal voltei a morar em Paris e já "descobri" algo fantástico que, é óbvio, já existia há 3 anos. Digo óbvio porque, me digam, quem não pensaria em criar um piquenique delivery na cidade da "farofada" gourmet? :P Oh la la!

O que seria mais parisiense do que espalhar uma canga (paréo) pelo Champ de Mars ou pela borda do Sena, cheio de quitutes que incluem seguramente uma baguette, queijos e vinhos, piquenicando durante a tarde? Se tu não te preparaste pra este momento tão francesinho, o Paris Picnic se engarreda de tudo. Produtos frescos, locais junto com o próprio paréo, copos, pratos, talheres. Entre no site, escolha o seu piquenique (eles tem alguns tipos), local e hora e... Voilà! 
 

Foto: reprodução

Com tanto sucesso, eles abriram um próprio restaurante no 3ème arrondissement (3º distrito), no qual podemos comer no próprio local ou levar tudinho pra comer nas margens do Sena, ou do canal Saint Martin, ou em parques, etc. 

ParisPicnic Restaurante
16 Rue Notre Dame de Nazareth, 75003 Paris, France

+33 7 81 35 13 21

bonjour@parispicnic.com