Barceloneta

Barceloneta foi a minha segunda casa, em Barcelona. Quando falo de segunda casa, digo que foi o segundo bairro que morei, onde vivi na minha segunda e terceira casinha na cidade. Era uma festa.

Logo no início, morei num bairro afastado do centro e da animação, já que vim direto de Paris, sem saber muito bem onde escolher apartamento. Depois de uns meses passando um pouco de perrengue (hahaha!), eis que finalmente me mudei pra aquele bairro que era uma animação só, todos os dias da semana. 

Eu nem falo só de festas, de balada. O que eu buscava mesmo eram dias legais, pessoas passeando de patins e skate pela rua, famílias saindo para "tapear", movimento, jovens, idosos, crianças correndo. Era isso! Restaurantezinhos a serem descobertos, bares de tapas que se multiplicavam, mercadinhos e, CLARO: a tão sonhada praia. 

O tempo passou e eu continuei amando morar ali. Minha rua era bem tranquila, já conhecia o padeiro, o paquistanês da esquina, tinha meu barzinho favorito. Comprava sempre frutas com a fruteira japonesa, pegava minha bicing da estação da praça e ia pra onde quisesse. ADORAVA correr pela praia, andar de patins e até comprei meu primeiro skate. Até ao trabalho, eu conseguia ir andando, sempre observando as roupas estendidas nos varais das sacadinhas e as velhinhas, ainda de bob no cabelo, conversando em frente às suas casas.

Detalhe das casinhas da BCNeta

Sacadinhas da Barceloneta

E onde eu quero chegar com toda essa exposição da minha experiência pessoal na cidade? Quero dizer que Barceloneta é um bairro incrível, maravilhoso pra quem quem se hospedar perto da praia e do centro ao mesmo tempo. É claro que há de saber escolher bem a rua pra não deixar o barulho atrapalhar, mas tirando isso, Barceloneta é uma delícia. 

O que eu não curto mesmo é a praia da Barceloneta, onde toda a muvuca se encontra, juntando com as massagistas que passam a cada segundo oferecendo massagem e os paquis vendendo cervesa beer. Há muito guiri desavisado e muito furdunço. Me pergunto: pra quê eu ia pegar praia aí? Não, não. É legal pra dar uma volta, pra aproveitar o antigo bairro de pescadores, alguns dos restaurantes (alguns... outros são "pega-turista"), ver as pessoas praticando esporte. É ótima também fora de temporada, só pra colocar a cara no sol. 

Existem praias muito mais legais na cidade. Na parte da Barceloneta mesmo, há a praia de San Sebastian, que é um pedacinho logo em frente ao hotel W. As minhas preferidas são Bogatell (pra quem quer ver e ser visto, haha), Mar Bella e Nova Mar Bella - que são muito mais limpas e frequentadas por quem já conhece BCN um pouco mais. 

No verão, muvuca em quase todas as praias. Escolha a de areia mais extensa 

Quando eu tomei um banho na San Sebastian: tranquilidade.

Igrejinha do bairro e o céu azul

Descanso suave

Playa para todos na Barceloneta. Até para os pombos

O que NÃO fazer em Barcelona

No Seu Guia Amigo de Barcelona, existe uma parte que acho fundamental: como evitar roubadas. Ou, na verdade, sugestões para que vocês não caiam em micos que podem ser facilmente evitados. 

Além dos antigos conselhos sobre a cidade, é lógico que a Dri Setti, do blog achados, sempre inova, cria e antecipa haha. Coloco um link aqui para novas sugestões do que não fazer na cidade:

"1. Não garantir ingressos para as obras do Gaudí com antecedência, pela internet

Vivo batendo nessa tecla. E continuarei insistindo até que nenhum leitor deste blog passe pelo perrengue de esperar horas na fila da Sagrada Família, da Casa Batlló ou da La Pedrera. Gente, não dá mais! Em tempos de turismo de massa é preciso se programar um pouquinho (é chatíssimo fazer isso nas férias, eu sei) em prol da sua saúde mental. Isso é ainda mais importante para quem visita a cidade entre junho e outubro."

Para continuar lendo, corra pro site da Dri

 

 

 

Museu de História de Barcelona (MUHBA)

O Museu de História de Barcelona (MUHBA) é um conjunto de museus espalhados pela cidade que conservam a história e o patrimônio histórico de BCN. Ele agrupa vários centros patrimoniais distribuídos pelos bairros, exatamente no lugar onde existiram, onde fizeram e fazem parte da história.

Por exemplo: o MUHBA Via Sepulcral Romana representa os restos de uma estrada que ligava a Barcelona romana com a região que é, atualmente, Sarrià. Nos dois lados dessa via, havia diferentes monumentos funerários e podemos observar o MUHBA na Praça Vila de Madrid, no bairro gótico – tá tudo lá.

O museu completo funciona com apenas um ingresso, que dá direito a entrada em todas as unidades.

Importante: consulte o site de cada unidade para saber sobre os horários de entrada atualizados. Eis o site principal: http://museuhistoria.bcn.cat/es

Alguns dos MUHBA(s)

MUHBA Plaça del Rei

O museu está localizado em uma das praças mais simbólicas do Gótico e reúne diversos objetos encontrados durantes as escavações. Estes objetos foram encontrados durante as escavações e revelam vários períodos da histórica da ciudad.  

Quando percorremos o museu, estamos no subsolo da praça, andando pelas ruas de Barcino (Barcelona romana). Pura contemplação.


MUHBA El Call

O Call é o bairro judeu de BCN e fica pertinho da Plaça Sant Jaume. Inaugurado em março de 2015 (cheirando a leite materno!), o museu existe onde a história foi e continua sendo. É o ponto de partida para quem quer conhecer a cidade nos tempos medievais.

MUHBA Via Sepulcral Romana

Foi o exemplo que dei no texto introdutório. representa os restos de uma estrada que ligava a Barcelona romana com a região que é, atualmente, Sarrià. Nos dois lados dessa via, havia diferentes monumentos funerários e podemos observar o MUHBA na Praça Vila de Madrid, no bairro gótico – tá tudo lá.

MUHBA Templo de Augusto

Ah! Um dos meus favoritos. Eu nunca pensei que poderia encontrar colunas romanas no meio do bairro gótico. Lembro da primeira vez que me deparei, quase sem querer, com as colunas do Templo de Augusto. São 4 colunas que restaram do templo consagrado ao culto de César Augusto, construído no século I a.C.

MUHBA Park Güell

Não poderia faltar uma unidade do museu de história dentro do mais famoso parque da cidade, não é mesmo? Na Casa del Guarda, logo na entrada do parque, há uma exposiçãoo sobre Güell, Gaudí e Barcelona

 MUHBA Refugi 307

Pra mim, um dos achados imperdíveis na cidade. O refugi 307 marca um período trágico, já vivido no século XX: a Guerra Civil Espanhola.

Durante essa época, o exercito de Franco bombardeava a cidade e a população era afetada, logicamente. Devido a situação de insegurança e pânico, viram-se obrigados a construir refúgios subterrâneos. O Refugi 307 era um destes e continua “vivo” pra nos contar a história.

MUHBA Turó de la Rovira

Com vistas panorâmicas e sensacionais, o mirante Turó de la Rovira conserva uma bateria antiaérea que também foi usada durante a GC Espanhola para defender a cidade dos ataques aéreos de Franco.

O morro da Rovira fica um pouco fora de mão (talvez por isso ainda não tenha sido descoberto pelos turistas), mas vale a pena cada minuto. O final do dia com as vistas é pra lá de especial.

Restaurant Lover Week: a alta gastronomia que alcança todos os bolsos

Do 14 ao 23 de novembro: chegou a hora da Restaurant Lover Week, em Barcelona. A alta gastronomia que alcança todos os bolsos  Hurray!

Uma revolução no conceito de eventos gastronômicos: uma ampla seleção dos restaurantes mais exclusivos da cidade (que normalmente tem um preço que ultrapassa os 50 euros por pessoa) brinda com seus clientes um menu por somente 25 euros. Isso mesmo, é imperdível! 


1 destes 25 euros vai como doação para a ONG FEDAIA (Federação de entidades de atenção e educação à crianças e adolescentes da Catalunha). 

Quer ver a lista de restaurantes? Clica abaixo e corre pra fazer uma reserva, já que os lugares são imitados. 

http://www.atrapalo.com/restaurantes/restaurant-lover-week_m259.html

World Press Photo em Barcelona

Todos os anos, Barcelona recebe o World Press Photo, o evento mais popular de fotos do mundo. 

Desde o dia 6 de novembro até 8 de dezembro, as 130 fotos vencedoras do reconhecido prêmio de fotojornalismo estarão no CCCB, o Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona. 

A exibição visita mais de 100 cidades em 45 países no mundo durante o ano. O World Press Photo é uma organização sem fins lucrativos que busca inspiração e entendimento do mundo através da fotografia. Imperdível!

Mais informações sobre o WPP: http://www.worldpressphoto.org/

Para tickets e informações sobre o lugar do evento: http://www.cccb.org/en/

 

Os "panots" de Barcelona

Não vão passar despercebidas, mas não custa nada reforçar a ideia.

Eu corro na rua e um dos espetáculos que vejo sempre são as calçadas. Gente, é bonito, viu? São simples peças que foram planejadas há mais de 100 anos e que são práticas até em dias de chuva.

As lajotas foram planejadas desde o início do século 20, no auge do modernismo em Barcelona. O que a prefeitura queria é que o novo bairro, o Eixample, tivesse uma pavimentação bonita, durável e não tão cara assim. O mais conhecido, hoje em dia, vocês vão ver por toda parte e é um símbolo do modernismo. Chama-se “Flor de Barcelona” e foi idealizado pelo já tão falado Puig i Cadafalch – a flor de Barcelona já tinha sido utilizada dentro da Casa Amatller.

Dica: Pra marcar a rota do modernismo (La ruta del modernisme), foi criada uma lajota dessas que se sobressai pela cor. Ela é vermelha e onde a encontramos, existe algum edifício modernista por perto.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução


Lajota típica da Ruta del Modernisme

Terraço do MNAC

Veja LA Barcelona de outra perspectiva: inaugurados os dois terraços no topo do MNAC, o Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Montjuïc.

A abertura fez parte de um plano para investir mais nos recursos do próprio edifício – que por si só já vale toda a visita – e o aproveitamento de um espaço de mais de 1.200 metros quadrados, agora aberto ao público. Qualquer pessoa que for ao topo terá acesso a uma incrível vista panorâmica em 360º de Barcelona e, de lá de cima, podemos encontrar os mais importantes atrativos da cidade, como a Sagrada Família, Tibidabo, porto e Torre Agbar.

A entrada para o rooftop terrace está incluída na entrada do museu, mas quem quiser aproveitar somente as vistas, o preço é de 3 euros.

Importante: Por enquanto, pessoas com restrições de mobilidade ainda não poderão visitar os terraços.