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O verão das pequenas coisas

O verão das pequenas coisas

Assim foi o verão mais estranho das nossas vidas; foi o curioso verão das pequenas coisas.

A incerteza. Acabei de chegar do médico, já que estou sofrida com uma lesão. Depois de chorar (dramática, mas com bastante dor), não hesitei:

– O que tu achas dessa tal segunda onda e do COVID?

Perguntei porque depois de uma escassez de casos em diversos países, aquela esperança de que tudo poderia estar prestes a acabar, acordamos todos com notícias de números de casos aumentando, no Reino Unido. Relaxamos demais, talvez?

A resposta dele veio com força e até esqueci a dor que me fez acordar chorando. Falou coisas que eu já sabia, mas também me deu sua opinião sincera sobre tempo, vacina, lockdown, vírus em geral. Humanos. Pensando na resposta como um todo, foi bem positiva, apesar de… Sim, incerteza, medo, mortes. Um vírus veloz, apressado.

Quando isso vai acabar? E as vacinas? Será que um dia seremos livres de novo?

Quando viajei a Sicília, como muitos já sabem, escolhi a ilha por ter sido pouco afetada pelos vírus. Quando cheguei lá, não tinham mais de 20 casos diários e nenhum óbito há semanas. Com a resposta do meu médico, tenho certeza de que escolhi o destino e a hora com muito cuidado – tive o respaldo dele, inclusive.

Ele falou com tanta convicção sobre o que sabe que eu to aqui, refletindo sobre este que talvez tenha sido o verão mais estranho das nossas vidas…

Assim foi o curioso verão das pequenas coisas…

And the air was full of thoughts and things to say. But at times like these, only little things are said. Great things hide, lurking, without saying within us.

 

 

 

 

Sicília e o agosto de 2020

Sicília e o agosto de 2020

A escolha de viajar e do destino

A liberdade de ir e vir. E a liberdade de ficar também.

Estamos no meio de uma pandemia, em 2020. Aqui na Europa, os números baixaram muito. Existem diversos lugares com o vírus controlado. Meio do verão (e bate um desespero da escuridão do inverno), alguns casos escassos. Estou falando sobre Londres (e meu bairro) e sobre o País que viajei.

Refletimos bastante sobre viajar ou não – cada um tem seus motivos e vive num contexto diferente. Cada um viveu e vive uma pandemia diferente.

Na Itália, um dos países mais afetados no início de tudo, os casos são quase inexistentes, ainda mais no sul.

E eu estou falando isso porque escolhemos nossas férias pensando em diversas coisas – e, óbvio, seguindo todas as recomendações. Tomamos muito cuidado mesmo –  patati patata – inclusive sobre o corredor de viagens da Europa.

Destino: queríamos praia. Praia com água morna, transparente. Queremos calor, bastante calor. Queríamos um lugar seguro, com hotéis ou casas bem grandes (villas) e também que precisem de turismo, precisem de uma ajuda econômica.

E aí que o destino escolhido foi uma ilha, a maior ilha mediterrânea, que faz parte de um país que rola uma paixão: SICÍLIA!  Dá pra imaginar o motivo de ter escolhido esse paraíso? Desde que a pandemia começou e a Itália foi o país mais afetado, no início, eu dizia: quando as coisas derem uma trégua, eu viajo pra lá. Levei algumas coisas em consideração na hora de escolher:

  • A situação anterior, óbvio, mas a situação atual. Tanto em Londres e a escassez de casos, quando na Sicília. Eu não queria ser perigo pra ninguém e nem me colocar em nenhuma situação de perigo.
  • Facilidade de voos. Aeroporto perto de casa e voos diretos – além do preço. Quanto menos contato com pessoas, melhor.
  • Meu amor à itália. Te voglio bene Itaaaliaaa!

 

Reflexões sobre a primeira viagem pós-isolamento para a Revista Pré-Storyca

Reflexões sobre a primeira viagem pós-isolamento para a Revista Pré-Storyca

Buongiorno a tutti! 

Oi, pessoal. Eu sou a Mayra Jinkings. Eu moro em Londres, mas hoje vou falar sobre Favignana, na Sicília. E como viajar pode ser um assunto delicado neste período que vivemos, eu vou fazer uma breve introdução a meu respeito e ao que viajar significa pra mim. 

Já faz mais de 14 anos que fui embora do Brasil, desde quando me formei em turismo pela universidade. Depois de formada, cursei 3 especializações relacionadas a turismo, viagens e hotelaria… Viajar, planejar, descobrir, conectar e desbravar! Tudo isso sempre fez parte da minha vida pessoal e profissional. Viajar me liberta de mim. Eu, inclusive, tenho um livro escrito que é um guia de viagens de Barcelona, onde também morei. Então, minha gente, para mim, viajar sempre esteve no topo das prioridades. 

Mas o que eu queria mesmo dizer com essa introdução é até ir ao próximo bairro é uma viagem na minha vida. Um passeio. Uma oportunidade de descobrir algo novo, de me conectar. De conhecer alguém diferente de mim. E também para dizer que a situação aqui é realmente diferente do Brasil e esta foi uma escolha minha e de acordo com as minhas possibilidades e realidade.

 

Agora, foca no mês (e ano): Era agosto de 2020, alguns países sofreram (e sofrem) mais que outros, seja pela sua posição geográfica ou então por seus governos (e a falta dele). Neste agosto, desde Londres, eu pude escolher viajar, já que as restrições foram facilitadas e viagem entre países também, o chamado corredor de viagens da Europa.

E aí que o destino escolhido foi uma ilha, que faz parte das ilhas Égadi, na Sicília. Dá pra imaginar o motivo de ter escolhido esse paraíso? Desde que a pandemia começou e a Itália foi o país mais afetado, no início, eu dizia: quando as coisas derem uma trégua, eu viajo pra lá. Levei algumas coisas em consideração na hora de escolher:

  • A situação anterior, óbvio, mas a situação atual. Tanto em Londres e a escassez de casos, quando na Sicília. Eu não queria ser perigo pra ninguém e nem me colocar em nenhuma situação de perigo.
  • Facilidade de voos. Aeroporto perto de casa e voos diretos – além do preço. Quanto menos contato com pessoas, melhor.
  • Meu amor à itália. Te voglio bene Itaaaliaaa!

 

Sentimento

E como eu me senti viajando pela primeira vez desde março? Nossa. Viagem que, pra mim, sempre significou liberdade – a liberdade de ir e vir, de trocar, conhecer, desbravar. Esse frio na barriga que eu sempre sentia se transformou em algo estranho, pela primeira vez. Eu continuo achando surreal, distópico mesmo, ver todo mundo com as mais diversas  máscaras. Me senti estranha quando alguém chegava muito perto de mim. Apesar dos aeroportos estarem todos tomando medidas de limpeza (alcool gel pra todo lado, máscara obrigatória e distanciamento também)

Essa sensação de estranhamento, do não saber direito como agir, durou até o momento em que eu cheguei em Palermo. O desconforto logo se transformou naquela sensação linda de chegar num lugar novo, sabe? Como eu sabia que a Sicília já não tinha casos novos há semanas, eu comecei a me sentir segura e livre de novo. 

E Favignana? Essa ilhota de apenas 37km2 é a maior das ilhas Égadi e tá localizada a apenas 7km da Costa Oeste da Sicília. O nome Favignana é derivado do latim favonious, um termo usado pelos romanos que indicava um vento quente vindo do Oeste. 

Para completar o sentimento de liberdade – e eu confirmo que foi um dos dias mais incríveis da viagem – nós alugamos um barco. Só nosso. Um barquinho que não é preciso ter licença e nos deixou completamente livres, um dia inteiro, para desbravar a ilha e as praias mais remotas.

Ho parlato molto italiano, comi bastante pasta, tomei vinhos sicilianos, dancei pelos lugares. Fiz trilha, nadei em águas cristalinas, refresquei os pensamentos e o corpo. Doses diárias de vitamina D, de Elena Ferrante, de calor humano. Até de casamento fui testemunha, na pracinha da cidade. 

Eu sei que o contexto e minhas escolhas foram essenciais para que eu voltasse a ter prazer (e não medo) em viajar. Foi emocionante. Foi mágico. Foi um cafuné no coração. Foi um suspiro de emoção e quem sabe (ou com certeza?) uma fuga dessa realidade terrível. Foi a minha escolha, mas muito baseada no significado real da palavra liberdade: 

 “liberdade é o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém.”

Um bacio e até a próxima viagem!

 

Rapidinhas: Andy Warhol e a série Ladies and Gentlemen

Rapidinhas: Andy Warhol e a série Ladies and Gentlemen

Andy Warhol @ Tate Modern

Os museus já abriram em Londres e estão seguindo diversos cuidados com higiene, número de pessoas, disponibilização de máscaras e tudo mais pelas galerias. Dito isso, fui ao Tate Modern, no último sábado (muito feliz porque amo museu – alguém me nota e me chama pra trabalhar aí?, hehe). Foi a terceira vez que visitei exposições do Andy Warhol, mas foi a primeira vez que vi essa série maravilhosa de retratos de drags e trans pretas e latinas. É a primeira vez exposto em 30 anos.

Campo de lavanda perto de Londres

Campo de lavanda perto de Londres

Um sonho muito grande: aproveitar muitos campos de girassois. Um sonho menor, campos de lavanda, mas ainda assim lindo, né? É que girassol é amor muito antigo.

Faz um tempo que eu queria visitar algum dos campos de lavanda perto de Londres – que, quando soube da existência, fiquei surpresa! Sabe quando a gente, por pura leseira, acaba só ligando lavanda à Provença?

Confesso que eu queria ir à Provença num futuro próximo, mas estamos no meio de uma pandemia e viajar não vai ser possível. Porém, dentro do Reino Unido não tem problemas e aproveitamos que tínhamos um carro disponível, já que dormimos uma noite em Ramsgate e, assim, na volta, paramos na Mayfield Lavender Farm 🙂

Os campos perto de Londres tem diferentes preços, regras e tudo mais. Com a pandemia, algumas das regrinhas também mudam e é bom checar no site de cada um deles.

Pra mim, o Mayfield foi a melhor opção, pois estaria no meio do caminho e também porque estávamos com a Kaya, nossa cachorrinha, e cachorros podem passear por lá. Eles também não fazer pré-reserva, mas sugerem evitar finais de semana pela quantidade de gente (é grátis). Em alguns campos, existe a possibilidade de fazer piquenique <3, mas neste não.

Há poucos quilometros de Londres, aqui vão algumas das fotos que tiramos por lá. Podem ver que eu me inspirei na modelagem, haha! Mas é que teve uma tacinha de vinho antes disso tudo.

Para mais informações: 
https://www.mayfieldlavender.com/mayfield-lavender-farm/
1 Carshalton Rd, Banstead SM7 3JA

 

 

 

Jantando em companhia… Própria – Atenas

Jantando em companhia… Própria – Atenas

Texto resgatado de 2010.

Eu viajo só. Completamente natural. E, quando viaja-se só, tudo o que fazes é, o que? Só! Inclusive sair pra jantar sozinha.

Quando fui à Atenas, tive a sorte de ficar no melhor hotel da cidade por trabalhar na mesma cadeia e pagar quase nada por uma suite absurda. E com isso, tive o serviço de mordomo. Logo, ele me indicou um restaurante super funky, trendy, cool da cidade.

Chegando ao local, me vi com duas opções: Me fazer de cool e esquecer toda a vergonha de chegar sozinha, ou então, assumir logo todo o embaraço que chegar sozinha num lugar lotado traz e falar: antes de mais nada, me traz um drink pra apaziguar essa vermelhidão nessas bochechas enormes que tenho?

Mas preciso informar que o rosado no rosto é fruto de algum tempo sem viajar sozinha ou então de marinheiros de primeira viagem.  Depois da quarta saída pra jantar sozinha tudo vira festa. Já chegas rindo e premeditando situações. Funny, at least.

Antes de sair do hotel, perguntei ao Buttler sobre um tal bairro e ele me disse: You won’t like this place. It’s heavy, old and a lot of greek dancing. Only Greek music. Eu disse. Mas é a inserção na cultura que quero! No momento não sei se ele teve algum “pré-conceito” contra mim, tipo: essa índia cheia de pena nas orelha não vai curtir o clima local.

Fui direto ao restaurante que ele me indicou, em Gazi. “For sure you’ll like it. It’s trendy!”. Tsc tsc.

Chegando ao Mamaca’s… Senta fora, dentro? Onde é melhor? Tás sozinha? Sim, estou. Ahhh! Uma pessoa só?!?

Silencio.

jantando sozinha na grécia
Eu e eu: e sempre com meu caderninho de anotações.

 

As pessoas ainda sentem um desconforto muito grande quando eu falo que viajo sozinha. Só elas, porque eu, sinceramente, adoro. Depois da primeira vez, vira vício. Um encontro com si mesmo e com tua própria essência.

Sempre digo a mim mesma que tenho que ter algum aliado quando saio pra jantar só e não me sentir desconfortável com tantos olhares de pena ou até de curiosidade alheia. O jantar pode te inibir. Não a comida em si, mas o ambiente em que estás. Ainda mais se for numa cidade que acabas de chegar e que nem falas o idioma deles.

Há pessoas que já possuem um aliado intrínseco: a observação. Os observadores não precisam de mais nada. É tão natural observar que o olhar vira a tua melhor companhia. Minha melhor companhia é outra; ou melhor, são outras: o papel e a caneta. Escrever e, assim, descrever, me comove. E me sinto totalmente à vontade com a caneta na mão.

Eu admito que para os outros deve ser um tanto estranho ver uma mulher chegando a um restaurante com sua caderneta na mão. E bem vestida, arrumada – e digo isso do fundo do coração porque capricho em cada detalhe antes de sair, afinal, estou indo para um encontro com a pessoa mais importante da minha vida: eu!

E alternando, claro, entre a observadora e a iniciante a escritora. Escrevo: Observo. Escrevo mais. Deixo a caneta de lado. Observo as gentes passearem, olharem. Serem.
E nesse observa-escreve, converso comigo mesma com palavras escritas à meia-luz; aproveito cada segundo do jantar e aprecio as horas que dediquei à mim.

Fotos mal tiradas, mas quem se importa? Uma das coisas arriscadas quando viajamos sozinhas, hehe.

 

Eu e o garçon que, no final, ainda me indicou para onde ir depois.

Rapidinhas – Reencontro em Veneza

Rapidinhas – Reencontro em Veneza

Achei uma série de pequenos textos que escrevi – alguns deles tem mais de 10 anos. Andiamo a Venezia!

 

Veneza é de mentira.

Foi o que pensei quando estava chegando ao hostel, andando pelas pequeníssimas ruas. Não era possível ser verdade. Pensava: Sera que existem pessoas que vivem aqui mesmo ou essa cidade foi feita cinematograficamente para despertar magia dentro de ti? Inacreditável!

Ainda mais: andar por ruas onde mapas não servem para nada, enlevando-se (de encantar) em cada esquina. surpreendendo-se todos os segundos com tanto charme e ainda ouvir a língua que foi feita e escolhida como o mais bonito dialeto do mundo (Dantemente falando!).

Descobri que o mágico de Veneza é perder-se. Perdendo-se e apaixonando-se a cada segundo. Pela cidade e, no meu caso e contexto, por mim.

Quando anunciei aos amigos que iria sozinha, metade (ou mais da metade) disse em coro: Sozinha em Veneza??? Um mês e meio depois de te separares? Tás louca ou arrumaste um namorado novo?

– Nenhum dois dois. Ou um pouco dos dois. Loucamente livre e enamorada por mim. Viajar sozinha se torna um vício e não é o destino que vai mudar algo. Poderia ser Veneza, Istambul, Havana ou Las Vegas. O momento que estou vivendo é de completa redescoberta, reencontro e paixão. Preciso de um momento sozinha e comigo mesma longe de Barcelona e Paris, neste momento. E poderia ter sido Budapeste, mas Veneza apareceu de uma forma que vai afirmar minha paixão pela Itália e idealmente escolhida para haver um reencantamento por simplicidades esquecidas nos últimos 10 meses.

Sendo fãzoca de Nietzsche admirando a filosofia e sua própria “dependência” com a música, como muitos de nós, seres humanos normais (Tudo bem que em sua época, música só significaria Wagner); sabendo que sem música a vida seria um erro, imaginem o quão alto fui ao imaginar o que ele quis dizer com: “Se eu tivesse que substituir a palavra música, começaria por Veneza”.

 

Rapidinhas: Viajar sozinha – surf na Galícia

Rapidinhas: Viajar sozinha – surf na Galícia

Surfing

 

Eu e Vanessa fizemos uma live no instagram dela. Conversa gostosa demais e que deu assunto pras próximas. Então esta foto é ilustrativa e marca uma nova sessão desse blog que vai ser pra contar histórias de viagem, em vez de dar dicas completas.

Foto pelo bate-papo de ontem, com a Vanessa, do @lambimeuprato ♥️ não sei o que houve, mas meu Instagram teve um problema. Caiu, algumas pessoas vieram me dizer que não receberam a notificação de transmissão ao vivo. Sem problemas! Primeira live e, assim, eu acabo aprendendo. Desculpem!

Vanessa, pra minha surpresa, me contou que eu a “influenciei” a viajar sozinha. Lá pra 2011, logo que comecei a namorar com o Duncan, eu viajei sozinha pra Galícia, pra surfar. Pra mim, algo completamente natural, já que eu sempre viajava sozinha, saía sozinha, ia pra restaurante sozinha. Cinema então, nem se fala, né? Pra mim, aquela viagem foi normal – nem imaginava que ia acabar influenciando positivamente alguém. Sim, e eu digo positivamente porque viajar sozinha é uma coisa muito bacana. É lindo! E temos muito a falar sobre isso! Por isso mesmo que o papo foi indo e não conseguimos terminar de falar sobre um dos temas principais da live.

Talvez a Vanessa não se lembre muito bem de uma coisa – e eu já to com a ideia do próximo post aqui – mas eu terminei um relacionamento, antes de conhecer o Duncan, já em Barcelona. Dias depois, comprei uma passagem pra Veneza. E isso eu posso contar já já. Aguardem!

Com a foto ilustrativa da viagem que incentivou a Vane, queria também agradecer a esta pessoa que está me fazendo ter vontade de usar esse Instagram quase falecido de novo. Eu estava tão desmotivada, querendo deletar esta conta. Mas aí percebi que temos tanto a falar.

E sobre ontem, foi um bate-papo muito gostoso e, confesso, poderia ter ficado falando horas ali. Como duas boas hiperativas (e prolixas? Haha), tinha muita história pra contar; também não deu tempo de tudo. Depois pensaremos em continuação.

Vários motivos para alugar uma caravana

Vários motivos para alugar uma caravana

 

Sabe aqueles sonhos antigos? Eu sempre quis viajar de caravana – a primeira ideia sempre foi de viajar pela Austrália, mas aí, de repente, com uma vontade de buscar ondas por Portugal, pensei: – “Gente!”. Nesse momento, eu pensei na total liberdade de alugar uma caravana e ir escolhendo onde parar, seja num camping mesmo ou fazendo camping selvagem.

E foi exatamente o que aconteceu. E foi a melhor das escolhas que poderíamos ter tido. Mais ainda: no meio do verão, poderiam ter ondas ou não, já que estávamos em busca de surf, poderia estar extremamente lotado. Escolas de surf, férias de criança. Melhor se preparar pra tudo!

O processo de aluguel foi bem fácil

Nos cadastramos num site só de caravanas. Escolhemos uma perto de Lisboa e com ar-condicionado, bons comentários, analisamos o tamanho, etc. Foi tudo de primeira viagem, então fomos conversando e pensando no que seria importante pra gente. Os filtros foram: menos 5 anos de uso, ar-condicionado e o tamanho. Era nossa primeira vez e acho que acertamos em cheio 🙂

Chegamos lá nervosos, haha. Duncan bem mais que eu, obviamente, já que quem iria conduzir era ele. No início, ele ficou tenso, mas a Joana, dona da caravana, foi tão maravilhosa com a gente que nos tranquilizamos um pouco (ou será que só eu?). E durante toda a nossa viagem também – sempre disponível e dando muitos conselhos e sugestões. O site de caravanas é como um airbnb, sabem? Tem comentários, fotos e tudo sobre os proprietários.

Começamos a dirigir e tudo foi ficando mais óbvio. O desconhecido, né? A gente realmente não tinha ideia do que era até viver a experiência. Onde iriamos estacionar? Camping? “Wild camping”? Como trocar de roupa, dormir, esvaziar o recipiente do banheiro?

Pois fizemos de tudo. É MUITO tranquilo e nada paga a liberdade de ir embora de um lugar que não gostamos. Ou que estava muito cheio, por exemplo.

Em toda a viagem, só uma vez ficamos num camping “festa estranha com gente esquisita”. Era mais que um camping pra algumas pessoas, parecia que elas moravam por ali. Fiquei aflita. Mas tudo ok – não era nada demais, só que não nos sentimos à vontade.

Importante e acho que esse é o melhor item e o que causa mais dúvidas!

Muita gente pode ficar aflita sobre como esvaziar o recipiente do banheiro. Entendo, eu estava, hahah! Esse era o meu trabalho, já que o Duncan estava se preocupando com a direção.

Número 1: não tem tanto a se preocupar, já que existe uma pastilha que colocamos no sanitário e que deixa tudo sem cheiro e azul. Ou seja, não vai ter cheirinho de xixi. Todo o xixi e cocô que fazemos se dissolve com a pastilha e fica tudo azul. Não que cheiros naturais sejam ruins, mas dias com cheiro de cocô e xixi não rola, né?

Número 2: tem que ir olhando porque não tem descarga normal, né? Tem que ver quando vai enchendo. Quando tiver mais da metade, tem estações nos campings e em outros lugares mais abertos para esvaziar o recipiente. Tem luva, tem todas as coordenadas para esvaziar sem problemas. Não cheira!!! Não se preocupem, haha. Não tem motivo sensorial pra ter nojo.

Número 3: Vou confessar que, como foi nossa primeira vez, nós combinamos de não fazer cocô na caravana. Nós usávamos os banheiros dos campings… Mas dia ou outro, não tinha escolha, acabamos por fazer e tudo de boa.

😎

Um outro mundo

Eu, honestamente, não tinha noção deste “outro” mundo. Pra mim, as opções sempre foram hotel, albergue, apartamento alugado, bed and breakfast, chambre d’haute ou qualquer tipo de alojamento que não fosse um automóvel.

Alugávamos um carro ou escolheríamos algum outro meio de locomoção se fossemos ficar em várias cidades e voilà.

Eu nunca pensei que tanta gente, tantas famílias, tanta pessoas nesse mundão escolhem essa maneira de viajar. Que delícia! Que liberdade! E, sim, eu vi, bebês, crianças, jovens, casais, idosos, famílias inteiras – existem diversos tamanhos de caravanas e, se esse for sonhão como sempre foi o meu, tu vais encontrar alguma bem bacana pro teu tipo de viagem.

 

Melhores momentos 😍

Sem dúvida, a liberdade. É claro que viajar com segurança é essencial, então escolhemos fazer “camping selvagem” num país que é seguro. Pesquisamos bastante, não estacionamos muito perto de penhasco e também preferimos não estar muito sozinhos. Vimos que tinham outras caravanas estacionadas por perto com famílias, cachorro, gato, papagaio.

 

Agora imaginem essa felicidade: depois de estacionar, nós abríamos o toldo, pegávamos a churrasqueira vegana (ou quem for de carne, enfim), nosso ukulele (pro Duncan tocar umas músicas pra nós), cervejinha gelada ou vinho, pôr-do-sol e paz.

 

O tempo parecia parar e o universo todo estava ali, só pra nós. Depois de escurecer, sem poluição, o céu era só estrelas.

 

Uma extra muito legal: nossa caravana veio com duas bicicletas 😉

 

 

Mais abaixo, um pouco de inspiração – vejam alguns dos lugares que passamos.

No próximo post, eu vou preparar um mapa e o nome dos lugares que passamos. Ah! Portugal!

 

 

 

 

 

Isolamento: imagens impressionantes de uma Paris deserta vistas do alto

Isolamento: imagens impressionantes de uma Paris deserta vistas do alto

Como está a Paris do isolamento? Drone Press, uma empresa especializada em imagens feitas com drones, encarregou-se de nos mostrar. Mais abaixo, vocês verão uma Paris deserta – seus lugares mais icônicos sem pessoas. Memorável!

essas imagens são históricas: nunca a capital francesa foi vista assim, como se fosse uma cidade fantasma, retratando um filme apocalíptico, ainda mais acentuado com a música de fundo.

A ideia por trás do vídeo.

“A idéia era de dar um impacto sobre o efeito de uma pandemia numa cidade”, afirmou Benoit Decout, diretor da Drone Press.

Existem vídeos parecidos que foram gravados em diversas cidades da França e vocês podem assistir AQUI.