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“Veneza é de mentira” – essa é, comumente, uma das frases que veem na mente de qualquer pessoa que a esteja visitando pela primeira vez.  

Imaginem em qual cidade do mundo as ruas e automóveis são substituídos por canais, gondolas e vaporetti? Tudo é feito de barco: desde a ambulância transportando doentes até bombeiros apagando fogo. Tudo isso entre as águas verdes-esmeralda vinda do mar Adriático que nem mesmo a poluição humana consegue arruinar. Dividida em 118 ilhotas por mais de 100 canais e 400 pontes, o Grande Canal é a “avenida” principal da cidade e onde há a maior circulação de veículos. Esses números podem assustar pela quantidade de ruas que se parecem, mas o segredo é ter um pouco de planejamento e chegar de coração aberto.

 

  

 

 

Compre um bom mapa

Quando mais detalhado o mapa for, melhor. Se você estiver longe das grandes livrarias, os mapas mais simples também são de bom uso porque mostram os bairros em cores diferentes, facilitando a ida de um ponto a outro.

Porém, não se prenda ao mapa, olhe quando for necessário. É claro que faz sentindo pesquisar o caminho que pode ser feito saindo do hotel, estação de trem ou restaurantes para se direcionar, mas parar em todas as esquinas para checá-lo? Isso pode acabar em frustração. Os nomes das ruas em Veneza mudam constantemente e um grande número de ruas nem são mostradas nos mapas mais detalhados.

Esta mesma regra se aplica aos tablets e smartphones. Com o avanço da tecnologia, vários aplicativos podem ajudar bastante, mas ser escravo de mapas em Veneza é uma roubada!

Tenha sempre em mente: Veneza é uma cidade compacta com 6 sestieri (os nossos bairros brasileiros) e, se por algum acaso você se perder, provavelmente não estará a mais de 5 minutos a pé de alguma atração importante. Se estiver em dúvida, siga as sinalizações que estão espalhadas pela cidade e “sempre dritto”.

 

Como locomover-se

Andar a pé é a melhor pedida durante a estadia, a não ser que você tenha pouco tempo, alguma dificuldade de locomoção ou esteja indo para alguma ilha mais afastada (como Murano, Burano ou Lido).

Se você se encaixa em alguns dos casos acima, escolha o vaporetto, que são embarcações utilizadas como transporte público em Veneza.

Os bilhetes são relativamente caros, em torno de 7 euros e válidos por 60 minutos. Se quiser locomover-se com os barcos, o melhor é comprar os cartões de turismo que dão direito a viagens ilimitadas que variam de preço de acordo com a quantidade de horas em vigor (podem ser de 12 a 72 horas). Não esqueça de validar seu bilhete na plataforma ou a multa pode ser bem amarga!

Existem outras alternativas de transporte na cidade, como os barcos-táxi e os traghettos. O primeiro é supercaro, beirando o desnecessário pelo preço; já o segundo pode custar algo em torno de 1 euro, e são pequenos barcos que cruzam o canal, sendo úteis algumas vezes, já que a cidade só possui três pontes que atravessam de um lado do Grande Canal até o outro.

Entretanto, o símbolo máximo de Veneza são as gôndolas! Circular entre os canais dentro de uma pode ser uma maneira diferente de ver a cidade.

Para não cair em nenhuma roubada, abaixo um listado da realidade deste emblema veneziano (preços de 2012):

  1. O preço é tabelado: 100 US$ por 40 minutos ou 150 US$ por uma hora, por frete. Você pode embarcar em grupo, mas onde vai ficar o romance?
  2. Depois das 19, as tarifas aumentam para 125 e 185, respectivamente.
  3. Antes de embarcar, negocie o passeio, a duração e o preço. Os passeios pelos pequenos canais que são um charme! Evite o Grande Canal porque não acrescenta muita emoção, e o preço, mesmo sendo tabelado, pode ser diferente, de acordo com a boa vontade do italiano.
  4. Alguns gondoleiros cantam. De acordo com a sua preferencia, algo mais para checar antes de embarcar.
  5. É permitido levar Prosecco na viagem. Por que não?
  6. Se o dia estiver chuvoso, deixe para outro dia. Mas se chover no meio do passeio, leia o item anterior.